Cidades Criativas: como deverão ser pensadas?

Data de publicação >> 23/08/2017

Por Fernando Viana

Em primeiro lugar devemos pensá-las como uma cidade do futuro, tanto em forma como em substância. Para que essas cidades atinjam o que se espera delas é preciso repensar as formas de desenvolvê-las. Assim sendo, as cidades criativas devem ser capazes de unir os diferentes grupos (etnias, culturas, políticas, religião e etc.), de buscar afetar a economia de escala, sempre a visão do melhor em qualidade, por menos preço; a necessidade de beneficiar a sua importância histórica como exemplo, lamentavelmente no Brasil ainda damos muito pouco valor à cultura e os governos federal, estadual e municipal investem muito pouco na sua preservação; é também fundamental entender a necessidade das pessoas trabalharem próximo aos seus empregos, pois isso melhora a mobilidade urbana, incentiva as caminhadas, reduz os poluentes e, principalmente, melhora a qualidade de vida do cidadão. Por outro lado, a cidade criativa é naturalmente um espaço que gera oportunidades de empregos face à diversidade que se instala na mesma. Outro aspecto fundamental a ser considerado é a capacidade que as cidades criativas possuem em organizar a economia baseada em valor.

Dentro dessa visão instala-se em toda a cidade um lugar criativo disponível para quem nela vive, trabalha e a visita; pois provoca a diversidade da força e a oferta de trabalho.

E, finalmente, as cidades criativas se destacam por possuírem grandes e saudáveis espaços públicos arborizados para a convivência da população, espaços estes espalhados em torno dos seus edifícios históricos, os quais por sua vez fazem o elo entre o passado e o presente e com uma arquitetura moderna e despojada que inspira para o futuro.

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